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Tempo de celebrar as Vocações

Tempo de celebrar as Vocações

Há quase 40 anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu agosto como Mês Vocacional, convidando toda a Igreja a refletir e homenagear a cada domingo os chamados vocacionais. 

Em agosto, de domingo a sábado, as atenções são voltadas para um grupo específico de vocações. O primeiro domingo é dedicado ao ministério ordenado, no qual celebramos a vocação de diáconos, padres e bispos. No segundo domingo somos chamados a refletir sobre o matrimônio, dentro da dimensão familiar. Já no terceiro domingo de agosto meditamos sobre os religiosos de vida consagrada, que fazem votos de castidade, obediência e pobreza. Ainda temos o quarto domingo dedicado às vocações leigas, que reflete a profundidade com que essas pessoas vivenciam a sua fé. Por último, celebramos o Dia Nacional do Catequista. 

A missão e o papel de cada vocação está descrita no Catecismo da Igreja Católica. Sobre o sacerdócio o documento expõe que é todo aquele “escolhido de entre os homens” para “agir na pessoa de Cristo, na presidência da Eucaristia”. Quanto a vocação matrimonial, nas palavras de São Pio X, em seu catecismo publicado em 1905, entendemos que o “matrimônio é um sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos”. Os documentos esclarecem também que “os leigos têm o dever e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra”, como vemos no Catecismo da Igreja Católica. 

Entendemos assim que neste mês de agosto somos chamados a refletir sobre nossas práticas, a fim de que efetivamente façamos parte da Igreja, sendo verdadeiramente sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5, 13-16). 




AGOSTO: MÊS DAS VOCAÇÕES

Você sabe o que é o Catecismo da Igreja Católica? Sobre isto o Papa São João Paulo II, de abençoada memória, no documento intitulado “Fidei Depositum” (que, em latim, significa Depósito da Fé), o qual consta do começo do Catecismo de 1992, aprovado após o Concílio Vaticano II, nos ensina  que, em resumo, trata-se, o Catecismo Católico, de um texto de referência para o fiel católico, e deve expor o  Magistério autentico da Igreja, seus ensinamentos, bem como as lições legadas pelos papas, pelos santos, e pelos doutores da Igreja, inspirados pelo Espirito Santo ao longo de toda a história da cristandade.  Para se ter uma ideia de sua profundidade, o mencionado Catecismo de 1992 carrega em si aproximadamente 3.000 (três mil) citações da Bíblia. Confira-se, em suas próprias palavras, o que nos diz S. João Paulo II, conforme excerto colhido da “Fidei Depositum”, textuais:

(…) Um catecismo deve apresentar, com fidelidade e de modo orgânico, o ensinamento da Sagrada Escritura, da Tradição viva na Igreja e do Magistério autêntico, bem como a herança espiritual dos Padres, dos Santos e das Santas da Igreja, para permitir conhecer melhor o mistério cristão e reavivar a fé do povo de Deus. Deve ter em conta as explicitações da doutrina que, no decurso dos tempos, o Espírito Santo sugeriu à Igreja.

(…) Este Catecismo lhes é dado a fim de que sirva como texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica (…).

Neste mês de agosto, em que celebramos o mês das vocações, vejamos algumas palavras sobre este tema, colhidas do magistério do Catecismo de 1992. É ler, textuais:

784. Ao entrar no povo de Deus pela fé e pelo Baptismo, participa-se na vocação única deste povo: na sua vocação sacerdotal – «Cristo Senhor, sumo-sacerdote escolhido de entre os homens, fez do povo novo «um reino de sacerdotes para o seu Deus e Pai». Na verdade, pela regeneração e pela unção do Espírito Santo, os baptizados são consagrados para serem uma casa espiritual, um sacerdócio santo (216).

Tendo sido instituído na 19ª Assembleia Geral da CNBB, em 1981, o Mês Vocacional tem por objetivo refletir sobre as vocações, as quais devem ser entendidas sob a luz do Catecismo, e, conforme lemos no excerto acima, estas surgem da consagração por que todos passamos, pelo batismo, em um sacerdócio santo.

O primeiro domingo de agosto é dedicado ao ministério ordenado, que compreende diáconos, padres e bispos, os quais agem na pessoa de Cristo, na presidência da Eucaristia (Catecismo da Igreja Católica, número 1141). Ademais, os ministros ordenados são os legítimos Pastores da Igreja, conforme nos ensina o Catecismo Maior de São Pio X, em seu número 153. É ler:  

153) Quem são os legítimos Pastores da Igreja? Os legítimos Pastores da Igreja são o Pontífice Romano, isto é, o Papa, que é o Pastor universal, e os Bispos. Além disso, sob a dependência dos Bispos e do Papa, têm parte no oficio de Pastores os outros Sacerdotes e especialmente os párocos.  

Com efeito, o Catecismo de S. Pio X, datado de 1905, nos traz valiosas e inexcedíveis lições que a tradição da Santa Igreja nos lega. Nele, o Papa S. Pio X, em sua encíclica intitulada “Acerbo Nimis”, nos ensina que a instrução religiosa, especialmente a do Catecismo, é dever inerente ao pastoreio exercido pelos padres, que atuam no direcionamento espiritual dos fiéis. 

Ademais, no segundo domingo de agosto a Igreja nos chama a refletir sobre o matrimônio. Com a didática que lhe é peculiar, assim nos ensina sobre este tema o Catecismo de S. Pio X, no número 381:    

831) Que é o Sacramento do Matrimônio? O Matrimônio é um Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos.

No terceiro Domingo de agosto meditamos sobre os religiosos de vida consagrada, que fazem votos de castidade, obediência e pobreza, cujo carisma permanece sempre como uma fonte inesgotável de santidade da Igreja, conforme exposto no número 139 do Catecismo de S. Pio X. 

O quarto domingo é dedicado às vocações leigas. Sobre estas, vejamos algumas reflexões do Catecismo de 1992, especificamente o número 900. É ler, textuais:  

900. Porque, como todos os fiéis, são por Deus encarregados do apostolado, em virtude do Baptismo e da Confirmação, os leigos têm o dever e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra. Este dever é ainda mais urgente quando só por eles podem os homens receber o Evangelho e conhecer Cristo. Nas comunidades eclesiais, a sua acção é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, a maior parte das vezes, alcançar pleno efeito (440).

A vida do leigo é, com feito, o reflexo da profundidade com que este vivencia a sua fé. 

Neste mês de agosto somos chamados, em verdade, a refletir sobre nossas práticas, a fim de que efetivamente tomemos parte no corpo místico da igreja, conforme o real papel que nossas respectivas vocações nos demandam, sendo verdadeiramente sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5, 13-16), refletindo em nosso agir cotidiano um autêntico sacerdócio, seja em casa, no trabalho, na igreja, nas comunidades religiosas, em qualquer lugar, até mesmo quando sozinhos, quando não há ninguém por perto, pois Deus sempre nos observa, ninguém existe longe ou fora D’ele.

Texto: Pascom – Catedral de Belém 

Revisão: Larissa Cristina

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