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Nova Aliança e Catedral de Belém retornam o Cerco de Jericó

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Nova Aliança e Catedral de Belém retornam o Cerco de Jericó

Após alguns meses sem a realização do Cerco de Jericó, no dia 07 de fevereiro deste ano, a Comunidade Nova Aliança e a Paróquia Nossa Senhora da Graça retomaram a referida atividade no CESJPII – Centro de Evangelização João Paulo II. A Missa de Abertura aconteceu na Catedral da Sé e foi presidida pelo Cônego Roberto Cavalli, que após a celebração conduziu o Santíssimo em procissão pela rua Doutor Assis até o novo espaço reformado para prática do Cerco.

Para o retorno do Cerco, a Comunidade Nova Aliança quis oferecer um local com maior acessibilidade aos fiéis, sobretudo a PNE (Portadores de Necessidades Especiais), idosos e/ou pessoas com dificuldades de locomoção, além de proporcionar um ambiente de maior proximidade com o Santíssimo Sacramento e mais propício à Oração Comunitária do Santo Rosário. Para tanto os consagrados da Nova Aliança iniciaram a reforma de um espaço do CESJPII a fim de transformá-lo em Capela do Santíssimo, a Capela do Cerco de Jericó.

O cerco acontece todos os dias, 24h por dia, até o dia 14 de fevereiro. O encerramento será a partir das 18h30 com a Procissão Eucarística do CESJPII até a Catedral onde teremos a Benção do Santíssimo e a Santa Missa.

CERCO DE JERICÓ

O Cerco de Jericó é uma prática que visa oferecer aos fiéis uma profunda experiência de retiro espiritual. Durante 7 dias e 7 noites, de hora em hora os fiéis se revezam diante de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento rezando o Santo Rosário. É uma semana intensa de batalha espiritual, onde nos armamos com as armas da Adoração e da Oração do Santo Rosário.

As peregrinações seguiram uma agenda de datas, um dia para cada família que desejou receber a imagem em seu lar. Juntamente com a imagem devidamente higienizada (em obediência às normas sanitárias), seguiram livretos com roteiro de orações e meditações para serem rezadas. Cada família que a recebeu em um dia, no seguinte a entregou para outra família, seguindo o agendamento. Neste ano de 2021 peregrinaram 07 (sete) imagens do Precursor durante todo o mês de junho, perfazendo um total de 210 (duzentas e dez) famílias visitadas, nomeadamente entre os fiéis devotos da comunidade da Igreja de São João Batista, mas, também entre fiéis de outras paróquias da área central da cidade. 

ORIGEM DO CERCO

Esta prática teve início na Polônia quando, para obter uma vitória para Santa Igreja, alguns piedosos poloneses organizaram em seu país aquilo que chamaram de Cerco de Jericó.

Na ocasião, São João Paulo II, então Papa, devia ir à Polônia para o 91º aniversário do martírio de Santo Estanislau, Bispo de Cracóvia. Em meados de novembro de 1978, Nossa Senhora haveria transmitido uma mensagem precisa a uma alma privilegiada da Polônia, onde dizia: “Para a preparação da primeira peregrinação do Papa à sua Pátria, deve-se organizar na primeira semana de maio de 1979, em Jasna Gora (Santuário Mariano), um Congresso do Rosário: 7 dias e 7 noites de rosários consecutivos, diante do Santíssimo Sacramento exposto”.

No dia da Imaculada Conceição, 8 de dezembro de 1978, Anatol Kazczuck, daí em diante promotor desses Cercos, apresentou a ordem da Rainha do Céu ao Monsenhor Kraszewski, bispo auxiliar da Comissão Mariana do Episcopado. Ele respondeu: “É bom rezar diante do Santíssimo Sacramento exposto; é bom rezar o terço pelo Papa; é bom rezar em Jasna Gora. Podeis fazê-lo”.

Anatol apresentou também a mensagem de Nossa Senhora ao Monsenhor Stefano Barata, bispo de Czastochowa e presidente da Comissão Mariana do Episcopado. Ele alegrou-se com o projeto, mas aconselhou-os a não darem o nome ‘congresso’, para maior facilidade na sua organização. Como esse ‘assalto’ de rosários devia durar sete dias, e, tal como em Jericó, tinha-se certeza da vitória, deu-se o nome de Cerco de Jericó.

O Padre Diretor do Santuário Jasna Gora aprovou o projeto, mas não queria que se realizasse em maio por causa dos preparativos da visita do Santo Padre. Dizia ele: “Seria melhor em abril”. “Mas a Rainha do Céu deu ordens para que se organizassem esses rosários permanentes na primeira semana de maio”, respondeu o Sr. Anatol. O Padre aceitou, recomendando-lhe que fossem evitadas perturbações. A Santíssima Virgem sabia bem que o Cerco de Jericó em maio não iria perturbar a visita do Papa, porque ele não viria.

Logo a seguir, as autoridades recusaram o visto de entrada no país ao Santo Padre, como tinham feito a Paulo VI em 1966. Houve uma consternação geral em toda a Polônia, o Papa não poderia visitar a sua Pátria!

Foi então, com redobrado fervor, que se organizou o ‘assalto’ de rosários. E, no dia 7 de maio, ao mesmo tempo que terminava o Cerco, caíam-se ‘as muralhas de Jericó’. Um comunicado oficial anunciava que o Santo Padre visitaria a Polônia de 2 a 10 de junho.

Desde então, se instaurou e continua sendo praticado, no mundo todo, o Cerco de Jericó, 7 dias e 7 noites diante do Santíssimo Sacramento através de um assalto de Rosários ininterruptos.

POR QUE CERCO DE JERICÓ? (cf. Livro de Josué 6)

No Antigo Testamento, depois da morte de Moisés, Deus escolheu Josué para conduzir o povo hebreu. Deus disse a Josué que atravessasse o rio Jordão com todo o povo e tomasse posse da Terra Prometida. Ora, a cidade de Jericó era uma fortaleza inexpugnável. Ao chegar junto às muralhas de Jericó, Josué ergueu os olhos e viu um anjo, com uma espada na mão, que lhe deu ordens concretas e detalhadas.

Josué e todo Israel executaram fielmente as ordens recebidas: durante 6 dias, os valentes guerreiros de Israel deram uma volta em torno da cidade. No 7º dia deram 7 voltas. Durante a 7ª volta, ao som da trombeta, todo o povo levantou um grande clamor e, pelo poder de Deus, as muralhas de Jericó caíram.

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