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Festividade de Nossa Senhora da Graça 2021

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Festividade de Nossa Senhora da Graça 2021

A Catedral de Belém ou, como era mais conhecida até recente passado, a Igreja da Sé (de “sedes, is” – assento, cadeira ou cátedra situada na igreja onde o Pontífice oficia solenemente no local da sede do bispado ou arcebispado) foi erguida, como veremos, a partir de 1748, na forma estrutural que hoje ostenta, exceto como será também apreciado, no que concerne às obras de embelezamento.
Constitui essa igreja, afora o seu destacado papel na propagação da fé, um monumento vivo de cultura artística e histórica pelas suas linhas arquitetônicas, maravilhosas obras de arte que abriga e pelos eventos passados a que serviu de palco.
Segundo relatam todos os que se dedicaram ao trabalho de pesquisar nossas origens religiosas, no local onde foi edificado o colossal edifício da Sé, aquele que viria a ser, passado pouco mais de um século, “o primeiro templo não só do Brasil, como de toda a América do Sul como assinalou, em Carta Pastoral de 1892, o 11º Bispo do Pará, Dom Jerônymo Thomé da Silva, oficiante, naquele ano, das cerimônias de sagração da igreja-mãe da então diocese, naquele local foi erguida, logo depois da fundação da cidade de Santa Maria de Belém, por Francisco Caldeira Castelo Branco, fato que se deu no dia 12 de janeiro de 1616, uma igrejinha de paredes de barro e cobertura de palha (“feita de taipa de pilão e palha” na narrativa de Ernesto Cruz in “Pequeno Guia Histórico da Cidade de Belém”, Imp. Oficial, Belém 1950, p. 29), sob a invocação de Nossa Senhora da Graça, conferido o pastoreio da Freguesia ao Padre Manuel Figueira de Mendonça (há, certamente por lapso, referência ao nome Figueiredo ao invés de Figueira) que aqui aportou, vindo de Pernambuco, naquele longínquo ano de 1618, como primeiro vigário em terras de toda a Amazônia, subordinado hierarquicamente à Prelazia de Pernambuco, cuja criação se dera pouco antes, em 1614. Em termos de Amazônia Legal esta paróquia foi a segunda a ser erigida, precedida pela de Nossa Senhora da Vitória do Maranhão (1616). A vinculação da então Freguesia de Nossa Senhora da Graça à igreja pernambucana se estendeu até o ano de 1622 quando a Diocese da Bahia foi elevada à categoria de Arquidiocese, passando depois a pertencer ao Bispado do Maranhão e Pará, criado canonicamente em 1677, no dia 30 de agosto, sufragâneo do Patriarcado de Lisboa, para depois integrar o Bispado do Pará, instituído em 1719.
Vê-se, assim, que o primitivo templo dedicado à Nossa Senhora da Graça serviu ao culto como matriz (não como Catedral) durante 96 anos (1618 a 1714), foram entoados frequentes e soleníssimos Te Deuns em datas altamente significativas da história do Pará, como era de costume nos tempos passados, reunindo autoridades e o povo, e nela fizeram sua entrada solene todos os bispos e arcebispos que ocuparam o sólio paraense.

Trecho retirado do livro “A Catedral de Belém –
Resumo Histórico e Momento Atual”,
ROCHA, Hugo de Oliveira
1992, págs. 17-20, Falângola Editora

PROGRAMAÇÃO DA FESTA

05/07 (segunda)
Festival gastronômico a partir das 17h (calçada da Catedral)
19h – Missa de Abertura (Aniv. Ord. Presbiteral Côn. Roberto)

06/07 (terça)
Festival gastronômico a partir das 17h (calçada da Catedral)
18h – Terço
18h30 – Novena
19h – Missa c/ Dom Alberto (30º ano Ord. Episcopal)

07/07 (quarta)
18h – Terço
18h30-Novena
19h – Missa

08/07 (quinta)
18h – Terço
18h30-Novena
19h – Missa

09/07 (sexta)
Dia da Padroeira
Festival gastronômico a partir das 17h (calçada da Catedral)
18h – Terço
18h30-Coroação
19h – Missa Solene
Após a Missa, Carreata com a imagem de Nossa Senhora

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